O melhor primeiro peixe marinho: resistente, criado em cativeiro e cheio de personalidade. Forma simbiose com anêmonas, mas vive feliz sem elas.

Orientação geral; o temperamento individual varia. Clique num vizinho do grafo para abrir a ficha dele.
O clássico laranja com três faixas brancas contornadas de preto, o rosto mais arredondado e o nado "gingado" que virou símbolo do aquarismo marinho. Existem variações de padrão (as chamadas misbar, com faixas incompletas) e versões de seleção em cativeiro, mas o ocelar tradicional é o mais resistente e acessível. Chega ainda jovem, com 2 a 4 cm, e cresce até cerca de 11 cm.
É o peixe que a gente recomenda pra quem está começando: aceita bem a vida em cativeiro, perdoa pequenos deslizes de quem está aprendendo e é pacífico com a maioria dos vizinhos. Vive bem sozinho, em casal ou em grupo da mesma espécie introduzido junto. A única regra firme é não misturar espécies diferentes de palhaço no mesmo aquário, que aí vira briga de território.
Na natureza, o ocelar hospeda em anêmonas (como a anêmona-bolha e a magnífica), protegido pelo muco que o deixa imune às urticantes. No aquário é lindo de ver, mas não é obrigatório: ele vive perfeitamente saudável sem anêmona, e muitas vezes adota um coral ou um canto da rocha como "casa".
Onívoro e comilão: aceita ração de qualidade, mysis, artêmia e preparados congelados. Varie o cardápio com algo de origem vegetal e ofereça pequenas porções uma a duas vezes ao dia. É um dos peixes mais fáceis de alimentar do hobby.
É dos poucos marinhos que reproduzem com frequência em casa. Todo palhaço nasce macho e o maior do grupo vira fêmea (hermafroditismo protândrico). A fêmea deposita os ovos numa superfície plana perto da toca e o casal os defende por 6 a 11 dias até a eclosão. Criar os alevinos, porém, exige tanque separado e alimento vivo (rotífero e artêmia), trabalho de quem quer se aprofundar.
Os fatos biológicos são conferidos em base científica; manejo e compatibilidade são curadoria da Mucuripe (orientação geral, não lei).