O filhote amarelo com pintas pretas é um dos peixes mais fofos do mar, mas guarda um segredo perigoso. Sob estresse, libera uma toxina capaz de matar todos os habitantes do aquário.

Orientação geral; o temperamento individual varia. Clique num vizinho do grafo para abrir a ficha dele.
O jovem tem corpo em formato de cubo, amarelo brilhante e coberto de pintas pretas, o que o torna inconfundível. Com o tempo a cor amarela vai cedendo lugar a tons mais escuros, azulados ou amarronzados, com manchas mais claras. O corpo é rígido, formado por placas ósseas que funcionam como uma armadura.
Por chegar a 45 cm, precisa de um aquário muito grande, a partir de 680 litros, com água impecável e estável. Nada devagar e precisa de companheiros calmos para não viver em estresse. É uma espécie indicada apenas para aquaristas experientes que já dominam sistemas marinhos grandes.
Aceita dieta variada com itens carnudos como camarão, mexilhão e lula, além de rações e alguma matéria vegetal. Costuma comer devagar, então precisa de tempo e calma na hora da refeição. Várias pequenas porções ao dia funcionam melhor do que uma grande.
Quando muito estressado ou já morrendo, libera a ostracitoxina na água, capaz de envenenar e matar todo o aquário, inclusive ele mesmo. Por isso exige transporte cuidadoso, companheiros pacíficos e ambiente sem sustos. É uma espécie para especialistas, nunca para iniciantes.
Apesar do risco químico, é um peixe de temperamento pacífico e curioso, que explora o aquário com calma. Como nada devagar, não deve dividir espaço com peixes agitados, rápidos ou que belisquem nadadeiras. Entra no recife apenas com cautela, pois pode beliscar invertebrados.
Os fatos biológicos são conferidos em base científica; manejo e compatibilidade são curadoria da Mucuripe (orientação geral, não lei).