Um dos peixes mais bonitos e icônicos do recife, com sua nadadeira em forma de bandeira. Por trás da beleza esconde-se uma espécie famosa por ser difícil de alimentar e manter viva.

Orientação geral; o temperamento individual varia. Clique num vizinho do grafo para abrir a ficha dele.
O corpo em formato de disco é dividido por largas faixas brancas, pretas e amarelas, num contraste marcante. O focinho é alongado e termina em uma boca pequena, ideal para alcançar presas em fendas. A nadadeira dorsal se estende em um longo filamento branco que lembra uma bandeira ao vento.
É uma das espécies mais difíceis do aquarismo marinho e só deve ser tentada por especialistas. Precisa de um aquário grande e maduro, a partir de 450 litros, com água impecável e muito espaço para nadar. Ambientes estáveis e tranquilos são essenciais para qualquer chance de adaptação.
Na natureza se alimenta de pequenos organismos que vivem grudados nas rochas, algo difícil de reproduzir no aquário. Muitos exemplares simplesmente recusam comida e acabam definhando, mesmo com aquaristas dedicados. Quando aceita, precisa de várias refeições pequenas ao dia com itens muito variados.
Não é confiável em aquário de recife, pois belisca corais, esponjas e diversos invertebrados. Soma-se a isso a enorme dificuldade de alimentação, que faz a maioria dos exemplares não sobreviver muito tempo. Por respeito ao animal, é uma espécie reservada a aquaristas muito experientes e bem preparados.
É um dos peixes mais retratados do mundo e ganhou fama de personagem de cinema, o que aumentou bastante a procura por ele. Na natureza vive em águas claras e costuma nadar em pares ou pequenos grupos. Justamente por ser tão difícil de manter, o gesto mais bonito muitas vezes é apreciá-lo no recife, e não no aquário.
Os fatos biológicos são conferidos em base científica; manejo e compatibilidade são curadoria da Mucuripe (orientação geral, não lei).