O famoso "Dory": de um azul elétrico inesquecível. Lindo e ativo, mas chega grande e é dos peixes mais sensíveis a doenças do hobby. Não é para iniciantes.

Orientação geral; o temperamento individual varia. Clique num vizinho do grafo para abrir a ficha dele.
Azul royal elétrico com um desenho preto que lembra uma paleta de pintor nos flancos (daí o nome "palette surgeonfish") e a cauda amarela em leque. Os juvenis chegam pequenos, com 4 a 7 cm, e são irresistíveis, mas crescem muito: passam de 30 cm adultos. Como todo cirurgião, têm o bisturi afiado na base da cauda.
Precisa de muito espaço para nadar, pense em aquários a partir de 1,80 m de comprimento (cerca de 680 litros), com bastante rocha viva para se esconder. É pacífico com a maioria dos vizinhos, mas briga com outros peixes de formato e cor parecidos, sobretudo da própria espécie. Tem o hábito curioso de se deitar de lado entre as rochas para dormir ou se esconder, o que assusta quem não conhece.
Na natureza come principalmente zooplâncton e, de vez em quando, algas. No aquário, equilibre: ofereça alga marinha seca (nori) e ração vegetal várias vezes por semana, complementando com mysis e artêmia. Uma dieta bem variada é o que sustenta a cor azul intensa e a imunidade.
É o calcanhar de aquiles da espécie: tem pele fina e está entre os peixes mais propensos ao íctio (pontos brancos) e à erosão da linha lateral (HLLE). Exige água impecável e estável, oxigenação alta e quarentena rigorosa na chegada. Por tudo isso classificamos como peixe difícil, apesar de robusto quando já estabelecido e saudável.
Ficou mundialmente famoso como a "Dory" do cinema, o que disparou sua procura. Vale saber: a reprodução em cativeiro só foi alcançada recentemente e em escala muito pequena, então quase todos os exemplares ainda vêm do mar. Escolher um animal saudável e bem aclimatado é o melhor que o aquarista pode fazer por ele.
Os fatos biológicos são conferidos em base científica; manejo e compatibilidade são curadoria da Mucuripe (orientação geral, não lei).