Um laranja vivo deslizando pela rocha: discreta, elegante e faxineira. Resistente uma vez estabelecida, mas o segredo está numa aclimatação muito cuidadosa.

Orientação geral; o temperamento individual varia. Clique num vizinho do grafo para abrir a ficha dele.
De um laranja vivo, às vezes puxando ao vermelho (daí também ser chamada de estrela vermelha), com a superfície granulada e cinco braços, embora alguns exemplares mostrem seis. Chega a cerca de 15 cm de ponta a ponta.
Pede um aquário maduro, com rocha viva e areia ricas em microfauna e detritos, de onde tira boa parte do alimento. É pacífica e reef-safe com corais; só fique de olho em exemplares grandes, que volta e meia beliscam moluscos, esponjas e anêmonas pequenas.
Aqui mora o segredo: estrelas-do-mar são muito sensíveis a mudanças bruscas de salinidade, pH e oxigênio. A aclimatação por gotejamento, lenta, é obrigatória, e o animal nunca deve ficar exposto ao ar durante o manuseio. Nada de cobre na água.
Na natureza pasta micróbios e detritos do substrato. No aquário, complemente com alga marinha seca, pedacinhos de marisco ou tabletes colocados embaixo dela, sobretudo em sistemas muito limpos.
Como boa estrela-do-mar, regenera braços perdidos com o tempo. É uma faxineira discreta e um charme à parte deslizando pela rocha viva.
Os fatos biológicos são conferidos em base científica; manejo e compatibilidade são curadoria da Mucuripe (orientação geral, não lei).