Guia de referência · Pragas de coral

O que está comendo seus corais?

Aiptasia que se espalha, pólipos que somem, tecido que recua sem explicação. Por trás disso quase sempre há uma praga específica de coral. Identifique a culpada e saiba como controlar cada uma.

Identificar a praga Alvo de cada uma Como controlar
inspecione coral novo de perto

Quase sempre entram de carona

Diferente das pragas gerais do aquário, as pragas de coral têm um alvo específico: elas vivem para comer um tipo de coral. E quase todas chegam da mesma forma, escondidas num coral novo ou no seu frag, passando despercebidas até começarem a se multiplicar e atacar a coleção.

Por isso a defesa número um não é o tratamento, é a entrada. Inspecionar de perto, dar um banho específico (dip) e colocar todo coral novo em observação antes de soltar no display evita a maioria dos surtos. Quando a praga já está instalada, identificar a espécie certa é o que define o controle, porque cada uma exige uma abordagem diferente.

Praga de coral não aparece do nada. Ela entra grudada num coral novo. O dip e a observação são o seu pedágio.

Descubra a culpada

Escolha o que você está vendo no aquário e identifique a praga, o coral que ela ataca e como controlar.

Identificador de praga de coral

Interativo

O que você está observando?

O dip de coral é inegociável

◆ Trate todo coral novo como suspeito

Antes de qualquer coral entrar no display, faça um banho com uma solução própria para dip de corais, que atordoa e solta muitas pragas e seus ovos. Inspecione a base e o frag plug com atenção, porque é ali que ovos e adultos se escondem. Sempre que possível, mantenha o coral novo num aquário de observação por algumas semanas. Esse hábito simples evita quase todo surto que daria um trabalho enorme para resolver depois.

Controle, e também ajude os aliados

◆ Combine os métodos

O controle mais eficaz quase nunca é uma coisa só. Junte o manual (dip e remoção das pragas adultas), o biológico (predadores naturais que comem cada praga, quando existem e são compatíveis) e a interrupção do ciclo (repetir o tratamento para pegar os ovos que eclodem depois). Paciência e repetição vencem onde uma ação única falha. E lembre que nem toda anêmona ou bichinho é inimigo: confirme a identificação antes de agir.