Guia de referência · Fluxo de água

A água parada sufoca o recife

O fluxo é o quarto pilar do reef, ao lado de luz, química e filtragem, e o mais esquecido. É o movimento da água que leva oxigênio, alimenta os corais e limpa o que a sujeira deixa para trás. Veja quanto e que tipo de fluxo o seu aquário precisa.

Por que o fluxo importa Quanto por tipo de coral Calculadora de fluxo
corrente que imita o oceano

O trabalho invisível da corrente

No recife, a água nunca para. É esse movimento constante que mantém tudo vivo, e replicá-lo no aquário é tão importante quanto acertar a luz ou a química. Os corais não se movem, então dependem inteiramente da corrente para receber o que precisam e para se livrar do que os incomoda.

Leva oxigênio

O movimento agita a superfície e oxigena a água, essencial para peixes e corais respirarem.

Traz comida ao coral

Corais não caçam. É a corrente que leva o plâncton e as partículas até os pólipos.

Limpa a superfície

Arranca detritos e muco da superfície dos corais, evitando que sufoquem sob a própria sujeira.

Acaba com pontos mortos

Mantém a sujeira em suspensão para o filtro e o skimmer removerem, em vez de apodrecer parada.

Luz e química perfeitas não salvam um coral em água parada. O fluxo é o pilar que ninguém vê, mas todos sentem.

Quanto fluxo o seu aquário precisa

O fluxo total é medido em turnover, ou seja, quantas vezes por hora todo o volume do aquário circula. Ajuste o volume e o tipo de sistema para ver a meta e a faixa de fluxo total em litros por hora.

Calculadora de fluxo

Interativo
Volume do aquário200 litros
40 L350 L700 L1000 L

4.000 a 6.000

litros por hora de fluxo total

Turnover alvo
Padrão de fluxo

◆ Some o retorno e as bombas

O fluxo total inclui a bomba de retorno do sump mais as bombas de circulação dentro do aquário. Use o número como uma faixa alvo, não uma regra rígida: observe os corais e ajuste. A maior parte do trabalho costuma vir das bombas de circulação, não do retorno.

Turbulento vence forte e reto

Mais importante que a força bruta é o padrão. No oceano, a água vai e volta em todas as direções, e é esse fluxo turbulento e variável que os corais amam. Um jato forte, reto e constante na mesma direção faz mais mal que bem.

◆ Como mirar as bombas

Aponte as bombas de modo que as correntes se cruzem e gerem turbulência aleatória, em vez de bater direto num coral. Mire por cima das rochas e contra a corrente de outra bomba, não na cara do coral. Wavemakers que alternam a intensidade imitam as ondas e dão um movimento muito mais natural que um fluxo fixo. O alvo é uma água que dança, não que martela.

Cada coral, uma intensidade

SPS

Fluxo forte e turbulento

Vivem em zonas de arrebentação. Querem bastante movimento para respirar e limpar. Posicione no topo, onde o fluxo é mais intenso.

LPS

Fluxo moderado e indireto

O tecido carnudo se rasga com fluxo forte demais. Querem movimento suficiente para não acumular detrito, mas nunca um jato direto.

Moles

Fluxo suave a moderado

Gostam de balançar na corrente, o que ajuda a se alimentar. Mas vento direto e forte demais os faz fechar e definhar.

◆ Leia o coral

O próprio coral te diz se o fluxo está certo. Pólipos que se abrem e ondulam de leve indicam fluxo bom. Coral sempre fechado, com tecido recolhido ou esticado pelo jato, pede ajuste. Mover a bomba ou reposicionar o coral resolve a maioria dos casos.